O que significa risco de investimento? Como reduzi-lo? Aprenda agora!

por: Danilo Zanini
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Talvez um dos maiores impedimentos para que as pessoas comecem a aplicar seja o que chamamos de “risco de investimento”, e elas não estão erradas em ter esse receio, afinal, quando falamos de dinheiro, a ideia é sempre preservar o máximo e ter lucro. Porém, no mundo das aplicações, não é possível avançar sem se arriscar. Então, o que fazer? Bem, o conhecimento é sempre uma arma quando estamos falando do desconhecido. Por isso, neste texto, vou explicar o que você precisa saber sobre risco de investimento. Continue!

O que é risco de investimento?

Evidentemente, quando pensamos em risco, já o associamos a algo muito ruim. Porém, é preciso ir com calma, já que situações arriscadas fazem parte da vida. Um exemplo: sair de casa às 23h pode significar um risco à sua segurança, dependendo do lugar em que você mora. Logo, a primeira coisa que precisa se entender é que o risco faz parte da vida. No entanto, no mundo dos investimentos, ele está relacionado com as possibilidades. Isto é, quais são as chances de uma aplicação dar lucro ou prejuízo? Uma vez que o mercado não é um elemento estático, as coisas estão sempre oscilando e os seus resultados podem ter influências tanto internas quanto externas. Determinados indicadores, como a taxa de juros, a variação do câmbio, os preços de commodities, as ações, entre outros, mudam os resultados. Além disso, quando especificamos um investimento, temos que contar com o fator retorno. Geralmente, aplicações que garantem mais rendimentos também são as mais arriscadas. Portanto, para conseguir bons resultados, é necessário saber lidar com um pouco de risco.

Tipos de riscos

O risco de um investimento pode ser dividido em várias categorias. Elas são:
  • liquidez: pode existir uma diferença de tempo entre a aplicação e o retorno do que foi investido, com a possibilidade de a instituição financeira não permitir o pagamento a tempo;
  • inflação: a inflação pode chegar a um patamar maior do que as previsões e isso diminui o valor dos rendimentos de uma aplicação;
  • taxa de juros: o índice que determina a taxa de juros pode ter alterações durante o ano. Investimentos que dependem dela acabam garantindo um retorno abaixo do que foi esperado;
  • resgate: algumas aplicações permitem a retirada do dinheiro antes do vencimento, mas com a cobrança de tarifas;
  • reinvestimento: o investidor pode não ter as mesmas condições para aplicar o dinheiro no mesmo investimento;
  • mercado: mudanças de preços ou de índices do mercado podem influenciar o retorno do investimento.

Por que é importante entendê-lo?

Como mostrei nos tópicos anteriores, o risco é uma característica inerente aos investimentos. Não existe aplicação que não o tenha, portanto, o que diferencia é que umas têm mais, e outras, menos. Além disso, ele tem uma relação com o retorno, e aplicações mais arriscadas tendem a dar mais lucros.  Isso não é uma regra, mas é uma situação que acontece com frequência. Nesse ponto, saber lidar com ele é fundamental para fazer boas escolhas e não se privar das chances de obter melhores resultados. Você não deve fugir de investimentos com risco, pois isso diminui as suas oportunidades. O importante é se preparar com estudos, planejamento e atenção ao que acontece no mercado.

Como fazer a gestão de risco de seus investimentos?

Bem, até aqui, acredito que já sabemos que o risco é uma situação que não se pode evitar. Então, a melhor estratégia é encontrar formas de equilibrá-lo para que se possa suportá-lo com eficiência e tirar proveito de suas vantagens, como o maior retorno. Vamos ver, a seguir, algumas dicas para lidar com o risco de investimento. Continue!

Saiba qual é o seu perfil

Muitos acham que o perfil do investidor está relacionado a ter mais aplicações de renda fixa ou variável na sua carteira. Isso não é totalmente uma mentira, mas essa não é a principal função de descobrir o seu perfil. A verdade é que essa informação tem associação direta com a sua tolerância a riscos. E acredite: isso faz toda a diferença na hora de lidar com eles.  Por exemplo, se você é conservador, então, o seu suporte a riscos é bem baixo e a tendência é de que você procure por segurança. Agora, se é moderado, você costuma ser mais equilibrado, não vendo problema em ter algumas aplicações mais arriscadas. Por fim, se é arrojado, a sua tolerância é bem alta e o seu portfólio será quase todo composto de investimentos com mais riscos.

Diversifique a carteira

O segundo passo para conseguir lidar com os riscos é a diversificação. Esse é um conselho universal no mundo dos investimentos e não é para menos. Ao ter investimentos com características diferentes, você consegue criar uma proteção maior em momentos de volatilidade. Como? Imagine que a sua carteira tenha algumas ações, fundos imobiliários e LCIs e CDBs. Numa crise, em que o índice do CDB, que é a taxa CDI, não trará o retorno esperado, as outras aplicações podem ajudar a manter o seu rendimento. Por isso, é sempre aconselhável não colocar todos os ovos em uma cesta.

Prefira ETFs

Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimentos atrelados a índices do mercado. Eles são uma escolha interessante, pois, diferentemente de outras aplicações, não é você que precisa fazer a gestão, mas, sim, um investidor profissional.  Também são investimentos que têm diversos ativos em seu portfólio. Por serem ETFs, eles estão sempre mudando para se adaptar à proporção da carteira do índice atrelado, o que facilita a diversificação.

Contrate um assessor de investimentos

Por fim, quero destacar a importância de ter pessoas que não só conhecem o mercado, mas que têm experiência. Essa é uma das principais razões para se contratar um assessor de investimentos.  À medida que se vai compondo uma carteira, é comum que se chegue a um patamar difícil de gerenciá-la com eficiência. Ora, você quer resultados, mas o mercado não é uma linha reta. Ter alguém que possa ajudá-lo a não só montar um portfólio de acordo com os seus objetivos, mas, também, de tempos em tempos, a equilibrá-lo é a melhor maneira de lidar com os riscos e aumentar as suas chances de lucro, e um assessor de investimentos pode fazer isso. Ao longo deste texto, falei sobre os principais pontos para entender o risco de investimentos. Vale lembrar que essa é uma característica inerente às aplicações, de forma que, em vez de tentar evitá-la, o mais importante é saber lidar com ela, buscando sempre ficar por dentro do mercado financeiro. Gostou do texto? Quer continuar a ter acesso a mais dicas sobre investimentos? Então, assine a minha newsletter!