TRADING

Entenda agora o que é
mini-índice e como operá-lo!

O mini-índice é um dos ativos mais negociados por traders profissionais na bolsa de valores. Por isso, se você pensa em participar desse mercado, é fundamental, ao menos, saber como esse ativo funciona.

Para quem quer iniciar uma carreira de trader, o mini-índice é uma das melhores alternativas, na minha opinião. Afinal, você pode começar com pouco dinheiro (pouco dinheiro mesmo!), a partir de casa, além de ser muito simples de operar.

“Mas, afinal, Danilo, o que é mini-índice?” É isso que eu quero mostrar neste artigo. Você vai entender tudo o que precisa saber sobre os minicontratos futuros do principal índice da bolsa de valores e como começar a operar. Boa leitura!

O que é mini-índice?

Mini-índice, ou minicontrato de índice, é um ativo derivado da principal referência do mercado de valores brasileiro: o Índice Bovespa. Aliás, faz mais sentido dizer que o mini-índice seja uma fração desse ativo derivado (por isso é mini).

Surgiu em 2001 para dar espaço aos investidores de menor poder aquisitivo.

Índice Bovespa

Mas, antes de a gente entender o que são contratos e minicontratos de índice, vamos dar uma olhada na sua origem. Assim fica bem mais fácil compreender o que exatamente estamos negociando.

O Índice Bovespa (Ibovespa ou IBOV) funciona mais ou menos como um "termômetro" da bolsa de valores. Ele mede a performance das empresas mais negociadas do mercado, como se fosse uma carteira de ações imaginária. Mas é importante destacar que não é possível negociar o índice diretamente — ele é só uma referência.

Índice Futuro

A partir desse indicador, temos, então, um mercado que cria expectativas sobre o movimento desses valores e da “temperatura” da economia. Agora, e se a gente pudesse negociar essa expectativa?

“Pra que negociar a expectativa do mercado, Danilo?” Pensa comigo: se você tivesse um volume muito grande de dinheiro aplicado nas principais ações da bolsa, seria legal poder se proteger de riscos muito grandes, não é? Afinal, vai que o governo faz qualquer loucura e os investidores saiam correndo do país... As ações despencariam!

Assim, nasceu o índice futuro da Bovespa, uma derivação negociável do Ibovespa. Dessa forma, investidores podem criar posições sobre a expectativa do índice para protegerem seus investimentos no mercado à vista.

Qual a diferença entre mini-índice e índice cheio?

Primeiro, vamos ver em que eles são parecidos, ok? Tanto o contrato cheio quanto o minicontrato têm a mesma mecânica de vencimento: nos meses pares, sempre na quarta-feira mais próxima do dia 15.

Isso significa que, no dia da rolagem (quando vence o contrato), você apura seu lucro ou prejuízo e deve comprar ou vender novos contratos se quiser negociar índice de novo.

Além disso, ambos, contrato e minicontrato, podem ser identificados por seus códigos de negociação. Quer dizer, quando você compra ou vende um índice ou mini-índice, você os negocia pelo código. Esse código mostra se o ativo se trata do índice cheio (IND), do mini-índice (WIN), o ano e o mês de vencimento do contrato, de acordo com a tabela:

  • G = Fevereiro;
  • J = Abril;
  • M = Junho;
  • Q = Agosto;
  • V = Outubro;
  • Z = Dezembro
Portanto, se você comprar um lote de WINJ20, sabe que está comprando um lote de mini-índice (WIN), com vencimento em abril (J) de 2020 (20). Ah, é importante destacar que, assim como o índice Bovespa, a referência de valorização dos contratos são pontos, e não reais.

Volume financeiro e lote padrão

Agora vamos ver qual é a principal diferença entre índice cheio e mini-índice. Primeiro detalhe: o volume financeiro dos contratos é diferente. No índice cheio, cada ponto vale R$ 1,00. Já o mini-índice é 20% do contrato cheio, ou seja, R$ 0,20 por ponto.

Mas tem um porém, e esse é o segundo detalhe: não é possível negociar apenas um contrato do índice cheio. O lote padrão é sempre de 5 contratos, enquanto do mini-índice é de 1 contrato só.

Portanto, se você estiver negociando o índice a 100 mil pontos, caso seja um contrato cheio, isso significa um volume financeiro de R$ 500 mil (100 mil x 5 x R$ 1,00). No caso do mini-índice, seriam R$ 20 mil (100 mil x 1 x R$ 0,20).

Como operar mini-índice?

“Meu deus, Danilo! Mas você disse que era possível começar com pouco dinheiro…” Graças à alavancagem que a maioria das corretoras oferecem para o pequeno especulador, é possível, sim! Dá uma olhada.

Alavancagem e margem de garantia

Basicamente, para alavancar sua posição, você só precisa dar uma garantia para a corretora, e ela empresta o resto do dinheiro pra você operar. Assim, exclusivamente para day trade, algumas corretoras deixam você começar com apenas R$ 20,00!

Mas entenda: essa é a margem mínima de garantia. Isso significa que, se você estiver operando mini-índice a, por exemplo, 100 mil pontos, com 100 pontos de queda do índice (100 x R$ 0,20 = R$ 20,00), já era, você está fora. Entendeu como funciona a alavancagem? Geralmente, você ainda pode oferecer de garantia:

  • Títulos do Tesouro Direto;
  • CDB's;
  • Outros títulos de renda fixa de liquidez diária.

Ajuste diário

Além disso, a bolsa de valores tem um sistema de proteção do mercado para especuladores alavancados. Esse sistema é o ajuste diário, que se trata de uma compensação das posições alavancadas ao fim de cada pregão.

Dessa forma, caso você esteja alavancado e decida carregar sua posição para o pregão seguinte, a bolsa apura seu lucro ou prejuízo e compensa no mesmo dia. No pregão seguinte, então, os próximos lucros ou prejuízos vão considerar a posição ajustada, e não a da sua primeira negociação.

No entanto, nesse caso, como você não operaria day trade, sua garantia teria que ser bem maior que R$ 20,00. Cerca de R$ 2 mil para minicontratos e R$ 10 mil para contratos cheios.

Viu como é simples operar em mini-índice? Você só precisa de uma conta em uma corretora e da margem mínima de garantia para começar. Se você ainda puder contar com a ajuda de especialistas no assunto, melhor ainda! Por isso, saiba que, qualquer coisa, eu estou por aqui.

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