Quais são os principais tipos de investimentos? Conheça

Existem diversos tipos de investimentos no mercado financeiro, divididos em duas categorias: os de renda fixa e os de renda variável. No primeiro, o investidor tem conhecimento dos rendimentos que são prefixados, como poupança e tesouro Selic.

No segundo, os investimentos têm resultados incertos. Por exemplo, ao comprar ações, você não saberá o quanto elas poderão render, porque inúmeros fatores influenciam os juros.

Além disso, os investimentos dependerão de seu perfil de investidor, que pode ser conservador, moderado ou arrojado. Agora, para entender melhor sobre o tema e fazer as aplicações corretas, dê seguimento à leitura.

Por que investir meu dinheiro?

Às vezes, você se pergunta: por que eu vou investir meu dinheiro? Essa resposta é simples por vários motivos: para ter reserva de emergência ou de oportunidade, equilíbrio financeiro e diversificação de carteira.

Reserva de emergência

A reserva de emergência serve para que você possa pagar suas despesas por um período de seis meses a um ano, caso perca o emprego, tenha algum imprevisto de saúde ou outro motivo qualquer.

Geralmente, ela é feita baseada na renda fixa, tanto para questões pessoais quanto empresariais, pois o valor será preservado e a aplicação deverá ter critérios como baixa taxa de administração, liquidez imediata, pouco risco e ser indexada pelos Certificados de Depósitos Interbancários — CDI— ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA.

Reserva de oportunidade

Na reserva de oportunidade, você guardará seu dinheiro para aproveitar as boas chances, como:

  • aplicar em investimentos que estão dando maior rentabilidade;
  • comprar um imóvel, um veículo ou outro tipo de produto que deseja.

No entanto, lembre-se de que deverá programar o resgate da aplicação conforme a mercadoria que queira adquirir. Dependendo de sua modalidade, se fizer antes do prazo perderá os juros.

Diversificação de investimentos

Também, poderá usar os investimentos para diversificar sua carteira, equilibrando entre as rendas fixas e variáveis, em que, de um lado, garante os juros e, de outro, pode arriscar um pouco em aplicações que tragam mais rentabilidade. Com isso, poderá atingir sua meta mais rapidamente.

Desse modo, comece a investir com pouco dinheiro para projetar seu futuro. Claro que isso vai requerer sacrifício, e o retorno não será do dia para a noite. Todavia, você se sentirá mais seguro financeiramente e aprenderá a cultura da preservação.

Quais os principais investimentos de renda fixa?

Para aqueles investidores que não desejam perder dinheiro, como dito anteriormente, a renda fixa é a mais indicada, mesmo tendo sofrido queda devido à redução da taxa Selic para 4,25% ao ano pelo Governo Federal. Logo, esse valor afeta a rentabilidade dos produtos financeiros, porém, você pode investir em diversas outras aplicações. Confira abaixo.

Caderneta de poupança

A caderneta de poupança é a aplicação mais conservadora de todas e não é atrativa em termos de rentabilidade. Inclusive, dependendo do período de inflação alta, pode ter juros nulos, mas é tradicional entre os brasileiros porque oferece comodidade e facilidade. Também é muito utilizada devido à falta de conhecimento da população sobre as alternativas de investimentos que proporcionam maiores lucros, com a mesma segurança.

Além da taxa baixa, a poupança tem outro inconveniente: faz o pagamento dos juros após 30 dias da data do depósito e, se for sacada antes do prazo de compensação, haverá perda do resultado. Por outro lado, ela tem as vantagens da segurança, da falta de limite mínimo para aplicação e, ainda, menores de idade podem investir dinheiro nela.

Tesouro direto

O tesouro direto tem ficado bem conhecido, pois é um programa do Governo Federal que proporciona às pessoas físicas negociar títulos públicos virtualmente de maneira simplificada.

É como se fizesse um empréstimo ao governo e ele desse a você um título de crédito com vencimento estipulado. Assim, ao chegar a data, o dinheiro será devolvido com juros, conforme determinado na época.

Além do mais, pode-se começar investindo a partir de R$ 30, pois existem muitas opções de títulos que variam de acordo com o tempo que deseja deixar seu capital rendendo. Parecido com a poupança, traz o benefício de taxa mais alta e resgate imediato quando precisar, sem perda de juros — o que não acontece com a aplicação anterior.

CDB

O certificado de depósito bancário (CDB) é um título emitido por bancos para captar recursos. Desse modo, você empresta seu dinheiro para eles por um certo tempo e, ao fim do período, o capital é devolvido com acréscimo de juros baseado no CDI. Assim, ao fazer esse investimento, ele será segurado pelo Fundo Garantidor de Créditos, que é o mesmo que protege a poupança.

Uma vez que comprar um CDB, caso aconteça algum problema financeiro com a instituição, o FGC garantirá o pagamento de uma parte ou do total da aplicação realizada até o valor de R$ 250 mil.

LCI e LCA

As letras de crédito imobiliário são um empréstimo que você faz para empresas financeiras com o objetivo de financiar o mercado de imóveis. Já as letras de crédito do agronegócio são títulos emitidos também por elas para subsidiar o setor agrícola.

Ambas possibilitam rendimentos maiores que os da poupança, não cobram o Imposto de Renda para pessoas físicas e têm a proteção do FGC. Sendo assim, o investidor poderá escolher qual delas tem maior rentabilidade para poder investir, mas terá de aguardar 90 dias para retirar o dinheiro.

LF

A letra financeira segue a mesma tendência da LCI e LCA, porém o valor mínimo é de R$ 150 mil. Entretanto, as instituições financeiras podem exigir um investimento maior, pois seu objetivo é obter recursos de longo prazo, uma vez que o tempo mínimo é de dois anos e sem condições de liquidez. Dessa maneira, só deverá ser retirado na data de vencimento.

Debêntures

As debêntures também são títulos, só que são emitidas por empresas para atrair recursos de médio e longo prazo para sociedades anônimas. Nestas, são acordados os prazos e taxas de juros maiores para a devolução do dinheiro. Com isso, o comprador pode ficar com o papel até ser reembolsado. É permitido que ele venda a outra pessoa, ou seja, que o converta em ações.

Contudo, elas trazem risco porque, se a empresa que vendeu o título não puder pagar a dívida, não terá o FGC para se responsabilizar pelo seu investimento. Consequentemente, para reduzir esse problema, as agências de risco dão notas a essas organizações como forma de garantir o recebimento.

Quais são os principais investimentos de renda variável?

Em oposição à renda fixa, a renda variável possibilita uma rentabilidade maior, devido aos riscos que as aplicações oferecem. Veja os tipos de investimentos dessa categoria.

FII

Os fundos de investimento imobiliário (FII) permitem que o investidor compre cotas dessa aplicação como se fosse um pedaço de um imóvel ou de uma carteira diversificada dele, visto que não precisará imobilizar milhares de reais nem lidar com inquilinos. Com uma determinada quantia, terá acesso a empreendimentos comerciais, residenciais, rurais, urbanos, construídos ou em construção, tudo de alta qualidade.

Afinal, existem gestores especializados em fazer o acompanhamento desses patrimônios e do mercado. Desse modo, com os resultados, realizam a alocação necessária para o fundo ter mais rentabilidade. Sendo assim, os FII compram imóveis com bom potencial para que gerem renda por meio da locação, como também buscam obter lucros com a valorização deles.

Os FII são mais estáveis, porque parte deles é oriunda da renda fixa, proporcionando rendimentos desses ativos e da valorização das cotas. Esses fundos são parecidos, como na compra de ações, até porque eles são listados na Bolsa de Valores como “um papel”.

Ações

Dentro da renda variável, as ações são os investimentos mais conhecidos, devido ao fato de o pagamento de dividendos estar atrelado aos desempenhos financeiros das organizações. Dessa maneira, entenda que uma ação é a fração de uma empresa de capital aberto que você pode comprar, visto que ela vende seus papéis para angariar recursos que visem desenvolver projetos para seu crescimento.

No entanto, essas partes que são colocadas à venda são negociadas na Bolsa de Valores com confiabilidade e transparência. Assim, quem comprou se torna acionista daquela determinada empresa e terá participação, conforme a quantidade adquirida.

Todavia, o valor desse investimento é definido de acordo com a movimentação do mercado. Logo, você poderá investir em ações de uma empresa por um preço X e vender por um valor maior ou menor. Portanto, se existem muitos investidores comprando um papel, o preço dele subirá, porém, se for ao contrário, pessoas querendo vendê-lo, o preço cairá.

Essa oscilação dos valores é uma constante diária, por esse motivo é indicado que as ações sejam adquiridas como investimentos de longo prazo, já que a curto prazo apresentam risco de perda elevado. Até porque o ideal é que se invistam montantes acima de mil reais. Além disso, deve-se considerar a taxa de administração e carregamento. Em compensação, oferecem alto retorno a médio e longo prazo.

Fundos de Investimentos

O Fundo de Investimentos é a reunião do capital de diversas pessoas que será aplicado em um investimento. Ele é uma boa opção para quem não tem tempo de operar no mercado financeiro. Assim, você colocará seu dinheiro na responsabilidade de um gestor do fundo que realizará as aplicações diversificando a carteira e monitorando o mercado.

O gestor selecionará diversos investimentos que gerem lucro para todos. Após, os lucros são divididos segundo as cotas de cada um. Entre os fundos mais conhecidos, estão os de ações, cambiais e imobiliários.

Fundos multimercados

Nos fundos multimercados, há uma gama de diferentes tipos de ativos: ações, investimentos em renda fixa, derivativos, moedas estrangeiras, commodities e muitos outros. Contudo, os valores são administrados pelas corretoras, que criam estratégias para terem o melhor rendimento para o investidor, com baixo risco.

Derivativos

Os derivativos são aplicações que derivam e dependem de outros ativos como café, ouro, commodities, ações, taxas de juros, câmbios e outros mais. Por ser mais complexo, esse investimento é indicado para investidores mais arrojados, já que demanda conhecimento — um derivativo pode vir de outro derivativo, ou seja, ele depende de outro ativo para operar no mercado financeiro.

Por exemplo, em commodities como o petróleo, na prática, seu valor atual se torna referência para o mercado futuro desse produto. Logo, o investidor, ao aplicar nele, já prevê até que preço poderá chegar daqui a um tempo. Afinal, teve como base o custo vigente, mas essa aplicação requer contrato na Bolsa.

Sendo assim, o investidor consegue ganhar com a variação positiva e perde com a negativa, ou seja, se o petróleo estava desvalorizado no mercado à vista, pode investir no mercado futuro para compensar a perda.

Outra sugestão é quanto ao ouro, que funciona à parte das outras aplicações de renda variável. Nesse caso, geralmente, as pessoas fazem esse investimento para se proteger das crises econômicas, quando acontece uma desvalorização da moeda nacional, já que o ouro não sofre pressão por ser precioso e escasso.

Moedas

Nessa modalidade de renda variável, os investidores compram uma moeda estrangeira, como dólar, euro e iene, e esperam sua valorização no futuro. Entretanto, a variação depende da balança comercial, fluxo de capitais no país emissor da moeda e outras particularidades, por isso, elas oscilam mais que as ações. Consequentemente, seus riscos são bem maiores, gerando grandes prejuízos por causa da alta volatilidade, porém, bons lucros podem ser obtidos se souber operar com esse tipo de investimento.

ETF

O Exchange Traded Fund (ETF) é uma cesta de ativos com rendimento por meio de um índice, listado na Bolsa de Valores de São Paulo. Outro detalhe é que esses investimentos são feitos por meio de cotas. Vamos exemplificar para que você compreenda melhor: suponha que comprou ações do Itaú sozinho e terá que administrar do seu jeito, acompanhando os resultados, escolhendo o melhor momento para vender e demais decisões.

Se tivesse investido em ETF, seguiria apenas o desempenho dos investimentos pelo índice de referência proporcionado pela Ibovespa. Entretanto, quem faria a administração da aplicação seria o gestor do fundo, decidindo o que comprar ou vender. Apesar disso, há o inconveniente de que não poderia escolher os investimentos desse fundo.

Commodities

O Brasil produz e exporta commodities (insumos “in natura”); desse jeito, o mercado de negociação é intenso e proporciona muitas oportunidades para os investidores, que são pessoas físicas. Assim, as principais aplicações são as agrícolas e os minerais, como soja, trigo, laranja, petróleo e minério de ferro. Todas essas podem ser produzidas e processadas em grande escala, além de estocadas por um tempo maior sem perder a qualidade.

Assim, elas têm alta importância para a economia brasileira e são indispensáveis para a sobrevivência e o desenvolvimento de todos os países. Por isso, as negociações são feitas no mundo todo de maneira estrutura e organizada, por meio das Bolsas de Valores. Consequentemente, os preços sofrem oscilações, de acordo com a oferta e a procura.

Diante disso, as operações são realizadas sob a forma de contratos no mercado futuro, que no Brasil compreende a B3. Então, ao negociar uma commoditie de soja para uma data ou preço, isso não quer dizer que o investidor receberá o produto no prazo determinado. E, sim, que terá o valor quando esse for atingido, ou, também, poderá optar em vender o contrato para outro investidor.

Em razão disso, busque informações e analise cada detalhe para se certificar de que está dentro do seu planejamento o investimento que pretende fazer. Além disso, ouça a opinião de especialistas que entendem sobre o mercado, para que possa fazer aplicações assertivas e obter bons lucros.

Como escolher os melhores?

Depois de conhecer as dicas abaixo, ficará mais fácil escolher o que é melhor para que seu dinheiro se multiplique. Confira!

Perfil de investidor

Como já dissemos, é essencial conhecer seu perfil de investidor para saber em qual investimento deverá aplicar seu dinheiro e o quanto de risco estará disposto a correr. Assim, se você é conservador, o indicado é investir em renda fixa, como poupança, CDB de bancos e fundos indexados ao CDI. Agora, se é moderado, pode aplicar seu capital em CDI e fundos imobiliários para ter mais rentabilidade. Já os arrojados devem apostar na renda variável, como as ações e fundos que rendem mais que o Ibovespa.

Contudo, para descobrir seu perfil, é necessário que comece a investir. Uma dica é iniciar com aplicações conservadoras para que se acostume com as plataformas de investimentos e vá adquirindo conhecimento gradativamente. Logo, tenha tempo e paciência como seus aliados para que consiga bons rendimentos.

Riscos

Todo investimento traz riscos, por menor que ele seja, mas isso não deve paralisar sua vontade de investir. Há títulos no mercado financeiro que são seguros e outros mais arriscados, o importante é saber em qual aplicar.

Por exemplo, lembre-se de que a FGC traz proteção a investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por grupo financeiro, caso a empresa em que investiu entre em falência. Todavia, existem aquelas aplicações que não têm essa garantia, porém também são seguras por receberem notas de instituições sérias, reforçando que são boas pagadoras.

Outra situação que reduz os riscos é quanto à necessidade de uso daquele dinheiro que está investindo. Dessa maneira, se já tiver uma reserva de emergência e não precisará dela tão cedo, conseguirá investimentos que darão mais juros. Por outro lado, se for usar a quantia antes da data de vencimento, opte por aplicações de liquidez diária e que possam ser retiradas a qualquer hora em que necessitar.

Diversificar a carteira de investimentos

Para ter uma carteira de investimentos diversificada, é fundamental que ela esteja alinhada ao seu perfil de investidor e aos seus objetivos, uma vez que a diversificação ajudará a reduzir os riscos e a rentabilizar as aplicações, considerando os movimentos da economia. Sendo assim, busque por ativos variados e diferentes entre si; se alguns não renderem muito, outros darão mais resultados.

Rentabilidade

Conheça as dinâmicas de remuneração dos inúmeros tipos de ativos de renda fixa e variável.

Renda fixa

Pense que, quando comprar um ativo de renda fixa, estará emprestando dinheiro para um banco ou instituição financeira, pública ou privada e com taxa de juros conhecida, pois foram os valores oferecidos pelo emissor do título. Consequentemente, você receberá o montante no vencimento da modalidade da aplicação, que pode ser caderneta de poupança, CDB, LCI, LCA, debêntures, títulos do tesouro e outros.

No entanto, as remunerações podem ser prefixadas, em que a taxa de remuneração é pré-definida como do CDB, pós-fixada ,em que os títulos são dependentes de algum indexador do mercado, por exemplo, o tesouro Selic, que necessita da taxa Selic, e os híbridos, que unem a taxa fixa com um indicador, como a NTN-B, um título do tesouro que paga o IPCA e, ainda, os juros.

Renda variável

Nesse caso, o investidor não sabe a rentabilidade da aplicação devido aos preços dos ativos que flutuam no mercado. Por isso, esses investimentos são mais arriscados. Entre eles, estão os fundos de ações e de investimentos imobiliários, moedas, imóveis, commodities e derivativos.

Objetivos

Escreva em um papel ou no computador o que deseja conquistar na vida: isso será o valor do seu investimento. Então, faça um planejamento para daqui a um ano e vá aumentando até pensar em sua aposentadoria. Não se importe com o tamanho de seus sonhos, o fundamental é saber o que é prioritário para que você comece a investir neles.

Liquidez do investimento

Avaliar a liquidez do investimento é essencial para determinar em qual ativo investirá seu dinheiro. Por exemplo, uma casa demora mais tempo para ser vendida do que uma moto. O mesmo acontece com as aplicações, como o tesouro direto, que tem alta liquidez e pode ser resgatado no mesmo dia. Em contrapartida, uma LCI, LCA ou outro título de renda fixa com prazo de vencimento tem baixa liquidez, porque tem que esperar o prazo estipulado para reaver o dinheiro investido.

Conclusão, os diversos tipos de investimentos podem ser bastante atrativos para seu dinheiro se multiplicar. Logo, priorize bons ativos e faça investimentos a médio e longo prazo para que obtenha mais rentabilidade. Também, evite fazer especulações, porque a Bolsa de Valores não é uma casa de jogos. Então, comece agora e invista corretamente.

Aprendeu bastante sobre tipos de investimentos? Aproveite e compartilhe esse conhecimento com mais pessoas em suas redes sociais.

Aprenda 4 dicas de como fazer um bom plano de investimento!

INVESTIMENTOS

Aprenda 4 dicas de como fazer
um bom plano de investimento!

Você quer poupar dinheiro e ter mais rentabilidade? Então, precisa aprender a fazer um plano de investimento, pois ele auxilia a direcionar suas ações, a avaliar cenários e riscos e a optar pelas melhores aplicações.

Sem isso, seus investimentos serão arriscados e pouco rentáveis, e você ainda poderá perder muito capital. Contudo, se fizer da maneira certa, conseguirá atingir seus objetivos e se sentir realizado. Assim, busque algo que o motive a aplicar todos os meses e descubra como ter essa disciplina. Vamos lá?

Para que serve um plano de investimento?

O plano de investimento é um documento que auxilia os investidores no momento de aplicar efetivamente o seu capital. Isso porque, por meio dele, dá para enxergar quais são os objetivos, os investimentos que são indicados para o seu perfil, quanto pode ser aplicado e o tempo para alcançar a meta. Desse modo, ele servirá como um mapa para saber qual direção tomar no mercado financeiro.

Isso pode ser utilizado tanto para questões pessoais quanto para empresariais, em um espaço de tempo curto, médio ou longo. Dessa forma, poderá ser adotado para investir seu dinheiro com metas, por exemplo, de comprar um carro ou um imóvel comercial, garantir a aposentadoria, dentre outros.

Quais são as principais dicas para fazer um bom plano de investimento?

Antes de criar o plano de investimento, é necessário que você saiba em que está investindo seu dinheiro. Assim, veja as 4 dicas abaixo.

1. Avalie a situação financeira atual

Inicialmente, você precisa ter consciência de sua situação financeira atual, como as suas despesas mensais, os bens que possui e as obrigações com as dívidas. Por isso, seja verdadeiro com as suas contas para entender quanto tem de receita, de débitos e de ativos e passivos para descobrir seu patrimônio líquido.

A partir disso, você conseguirá definir os objetivos financeiros e identificar a tolerância ao risco na Bolsa de Valores.

2. Trace metas alcançáveis

Após, estabeleça, dentro do plano de investimento, os seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Isso é relevante para conseguir poupar dinheiro, porque, quando não há propósito, o esforço não faz sentido. Todavia, com metas claras, você concretizará seus sonhos, realizará suas vontades e terá um futuro mais tranquilo.

Por isso, essa definição deve acontecer com antecedência para que você coloque seus investimentos em prática. No entanto, vale ressaltar que, para cada meta, há uma aplicação indicada. Assim, se quiser ter mais rentabilidade, faça escolhas eficientes em relação às aplicações.

3. Encontre seu perfil de investidor

Também descubra qual o seu perfil de investidor, para saber o nível de risco que você aceita correr para ter mais dinheiro. Esse fator é fundamental antes de optar por algum ativo, pois ele deverá estar de acordo com as suas características.

Por exemplo, um investidor que só aplica na caderneta de poupança ou no Tesouro Direto e, de repente, aloca seus recursos em minicontratos de índice e de dólar, desconhece seu perfil e corre um risco desnecessário. Então, evite esse erro ao identificar se você é conservador, moderado ou arrojado. Mas o que isso significa?

O investidor conservador, geralmente, faz suas aplicações em renda fixa; o moderado gosta de mesclar entre a renda fixa e a variável; já o arrojado dá preferência aos ativos da renda variável.

Embora o primeiro investimento traga mais segurança, ele oferece uma taxa de juros mais baixa, porém o último sofre muitas flutuações, mas é mais rentável.

4. Procure investimentos diversificados

Diversifique os investimentos, pois essa é uma estratégia para potencializar os ganhos e reduzir o perigo. Logo, existem diversos tipos de investimentos para os variados investidores, com variadas rentabilidades e diversos riscos. Tudo está interligado para que se evite a perda.

Já pensou em apostar todo o seu dinheiro em um único ativo e vê-lo dando errado? Com certeza, você perderá uma grande quantia. Contudo, se fracionar o capital entre as aplicações, mesmo que não tenha lucros em uma, ainda haverá outras que podem ser positivas. Dessa maneira, veja, na tabela abaixo, como distribuir seus investimentos para obter mais lucros. Siga essas metas pelos próximos seis meses e verifique o resultado.

 

Por que é importante fazer um plano de investimento?

Além de o plano de investimento ser um guia, ele também evitará que você perca dinheiro e tenha prejuízos elevados. Entre os riscos, estão aplicações nada rentáveis e que não estão adequadas ao seu perfil ou investimentos superiores ao conveniente. Compreenda melhor a seguir.

Previne prejuízos em investimentos de alto risco

Conhece aquela frase: “quanto mais alto, maior é o tombo”? Então, isso serve para o mercado financeiro, logo, é importante ter cuidado com aplicações que ofereçam muitos ganhos. Lembre-se de que o risco é proporcional.

Citando um caso, como o das criptomoedas, quem aplicou no começo conseguiu lucros expressivos. No entanto, aqueles que investiram mais tarde esperando o mesmo resultado perderam grande soma de dinheiro. Portanto, é preciso estudar e avaliar o cenário antes de tomar qualquer atitude.

Ajuda a investir a quantia correta

Independentemente do seu objetivo, não cometa o erro de gastar mais do que se ganha, pois isso vai atrapalhar as metas. Sendo assim, saiba aonde quer chegar e qual a quantia disponível para conseguir concretizar a sua vontade.

Desse modo, conheça bem as suas dívidas para não investir mais do que o necessário e saiba fazer aplicações para não ter problemas com o dinheiro preso por um longo período ou mesmo com a necessidade de retirá-lo precocemente, gerando um prejuízo.

Entendeu como o plano de investimento pode ser útil? Esse documento dificulta as chances de algo dar errado, além de fazer você conhecer mais os seus objetivos. Dessa maneira, se você seguir essas 4 dicas acima, seu nível de investimento estará otimizado para obter bons resultados e, assim, você poderá concretizar seus sonhos.

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Quais são as melhores formas de investir com pouco dinheiro?

INVESTIMENTOS

Quais são as melhores formas
de investir com pouco dinheiro?

Uma pergunta que eu recebo com muita frequência dos meus seguidores, do pessoal que consome o meu conteúdo e dos alunos dos meus cursos é “Danilo, como eu consigo investir com pouco dinheiro?”.

Essa é uma dúvida muito comum. Muita gente tem condições de aplicar R$ 100,00, R$ 200,00 todos os meses, mas não sabe como fazer isso e nem onde investir o dinheiro.

Normalmente, as pessoas se surpreendem com a minha resposta. Eu vou dizer para você qual é, mas, antes, quero dar algumas dicas sobre como investir com pouco dinheiro.

Se esse é o seu caso, o artigo que preparei o ajudará muito. Guarde-o nos seus favoritos e siga a leitura até o fim!

Quais os cuidados para investir com pouco dinheiro?

Em primeiro lugar, se você está pensando em começar a investir com pouco dinheiro, quero dar os parabéns. De verdade! Essa é uma ótima atitude.

Normalmente, as pessoas me dizem “Danilo, eu até queria começar a investir. Mas eu preciso de R$ 10.000,00, R$ 15.000,00. Não tenho essa grana”. Eu respondo que não precisa ter. Dá para começar com bem menos que isso.

Para isso, no entanto, é preciso ter alguns cuidados básicos para garantir que você não perderá a motivação depois de poucos meses.

O primeiro cuidado é investir apenas em fontes seguras. Você tem pouco dinheiro para aplicar e, por isso, não pode se dar ao luxo de perder essa grana. Portanto, não caia em promessas mirabolantes de rendimentos exorbitantes com pouco dinheiro. Isso não existe.

O segundo cuidado é focar manter uma frequência de aplicação. Você tem pouco dinheiro, mas, provavelmente, tem bastante tempo para investir. De pouco em pouco, vá aplicando mais e mais, e você começará a ter um portfólio significativo.

Por fim, o terceiro cuidado que eu deixo é trabalhar com uma fonte de reserva. É juntar uma gordurinha para você ter em mãos caso algo dê errado, enquanto foca opções de maior risco, mas que dão uma rentabilidade bem melhor também.

Quais as melhores maneiras de investir com pouco dinheiro?

Agora que eu já dei as minhas principais dicas para quem quer investir com pouco dinheiro, é hora de finalmente dar a resposta para a pergunta inicial deste artigo.

Afinal, onde colocar o seu dinheiro? Simples: na Bolsa de Valores.

Pois é, eu falei que as pessoas costumam se surpreender com a minha resposta. Muita gente acha que você precisa ser rico para investir na Bolsa de Valores, mas não é verdade. Dá para começar com R$ 100,00 ou menos, sabia?

Confira, abaixo, algumas excelentes estratégias para investir na Bolsa com pouco dinheiro!

Compra e venda de ações

A maneira mais comum de aplicar na Bolsa com pouco dinheiro é participando do sistema de compra e venda de ações. Você pode investir no curto, médio ou longo prazo, dependendo da sua estratégia.

A lógica é bem simples: você compra a ação e espera ela valorizar. Quando o preço subir, você vende e fica com o lucro. Depois, repete o processo quantas vezes quiser.

Comprar ações na Bolsa de Valores é bem acessível mesmo que você não tenha muito dinheiro. Por exemplo, uma ação da Magazine Luiza custa aproximadamente R$ 43,81. Uma da Petrobrás custa mais ou menos R$ 30,02, e uma do Bradesco, cerca de R$ 34,24.

Não estou dizendo para você comprar necessariamente essas ações, mas estou exemplificando como é possível participar da Bolsa com pouco dinheiro. Com menos de R$ 110,00, você compra uma de cada que eu citei.

Aplicação em ações com dividendos

Para quem quer aplicar com pouco dinheiro, melhor do que comprar e vender ações na Bolsa é investir em ações que pagam dividendos.

“Mas, Danilo, o que são dividendos?”. Vamos lá: dividendos representam o repasse aos acionistas dos lucros que a empresa teve. Eles podem ser pagos anualmente, semestralmente ou trimestralmente.

Na prática, você passa a receber um pouquinho dos lucros que a empresa teve. A estratégia é boa para quem tem pouco dinheiro, pois aumenta a sua renda.

Por exemplo, se você comprou algumas ações do Itaú e recebeu R$ 100,00 de dividendos, pode reinvestir essa grana na sua estratégia. É uma maneira de potencializar os seus investimentos.

Compra de cotas em Fundos de Ações

Uma boa maneira de começar a investir na Bolsa de Valores com pouco dinheiro é comprando cotas em Fundos de Ações. O que eles são? São uma espécie de cesta com várias ações de diferentes empresas e segmentos em que você pode aplicar.

A vantagem é que os fundos reúnem várias pessoas, então, é possível juntar o dinheiro de todo mundo e comprar ações que estavam inacessíveis para esses investidores sozinhos

Além disso, os fundos usam uma estratégia de diversificação muito boa para poder se proteger. Eles compram ações de empresas de vários segmentos. Assim, se houver uma crise no setor de energia, a queda nas ações ali é compensada pelo crescimento na área de alimentos, por exemplo.

Outra boa vantagem é que os Fundos de Ações são comandados por um gestor profissional. Assim, você não precisa se preocupar muito em fazer uma análise técnica e coisas do tipo. Para quem está começando, é uma ótima estratégia!

ETFs

Os ETFs (Exchange Traded Funds) podem assustar pelo nome complicado, mas são bem simples de entender. Na prática, eles são fundos que perseguem a rentabilidade de um determinado índice da Bolsa.

Uma das características deles é que são bem acessíveis. Hoje em dia, dá para comprar uma cota em um ETF com R$ 50,00, aproximadamente.

Além disso, eles são bem fáceis de investir, pois, como os Fundos de Ações, são geridos por um profissional. Para os iniciantes, é uma ótima maneira de aplicar o dinheiro na Bolsa com facilidade.

Como eu tinha prometido, eu mostrei para você 4 excelentes maneiras de começar a investir com pouco dinheiro. O bônus é que todas essas estratégias dão altos rendimentos. Por causa disso, com dedicação e trabalho, logo você começará a ver seu patrimônio subir e terá um leque maior de opções de aplicações.

Enquanto esse momento não chega, siga-me no Instagram e assine o meu canal no YouTube para aprender a investir sem complicação!

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Quais são os mitos sobre investir na bolsa de valores?

BOLSA DE VALORES

Quais são os mitos sobre
investir na bolsa de valores?

Frequentemente, eu recebo vários comentários com dúvidas dos seguidores sobre investir na Bolsa de Valores. No entanto, grande parte dessas questões são feitas com base em mitos sobre a compra e venda de ações.

A Bolsa de Valores é um grande balcão onde são negociadas as ações das principais empresas de um país e, em muitos casos, do mundo. A maior Bolsa do Brasil é a B3, que fica em São Paulo. No total, mais de 1,5 milhão de pessoas investem em ações da Bolsa de Valores do Brasil. Isso é o equivalente a 0,7% da população nacional. Muito pouco, não é mesmo?

Por causa disso, existem muitos mitos sobre o funcionamento da Bolsa e sobre os riscos de investir em ações. Por sua vez, os mitos afastam as pessoas dessa modalidade, e isso cria um círculo vicioso com mais inverdades e menos investidores.

Eu decidi, então, esclarecer, neste artigo, os principais mitos sobre investir na Bolsa de Valores. Se você quer entrar nesse mercado, mas está inseguro, precisa ler o texto até o fim. Vamos lá?

“Investir na Bolsa de Valores traz retorno rápido”

Muita gente acha que vai começar a investir na Bolsa de Valores e, em menos de um ano, ficará milionário. Ou, pelo menos, bem rico, dobrando ou triplicando o patrimônio. Parece bom demais para ser verdade, né?

E é. Essa percepção de que a Bolsa traz retornos rápidos é um mito. É claro que é possível ganhar lucros diários com ações, mas isso não é a regra. Como em qualquer investimento, é preciso ter paciência e dedicação para alcançar bons resultados.

“Aplicar na Bolsa é ganhar dinheiro sem esforço”

Esse é um dos maiores mitos sobre a Bolsa de Valores. Aplicar seu dinheiro na compra e venda de ações exige esforço do investidor para estudar e aprender como o mercado funciona a fim de traçar as melhores estratégias.

Atualmente, no entanto, existem muitos especialistas que contribuem para facilitar a curva de aprendizado de novos investidores, ajudando a desmistificar a Bolsa e ensinando como investir nela de maneira bem-sucedida.

“Comprar ações é só para quem tem muito dinheiro”

Esse é outro grande mito. A gente vê nos filmes e nas séries que só milionários podem investir na Bolsa de Valores, mas, na realidade, as regras são outras. Qualquer um pode comprar ações das maiores empresas do Brasil.

Quer ver um exemplo? No momento em que escrevo este artigo, é possível comprar uma ação da Petrobrás (ao redor de R$31,27), uma do Itaú (R$34,33) e uma da AMBEV (R$18,88) no mercado fracionário com menos de R$100,00.

Acessível, não é?

“Investir na Bolsa de Valores é como jogar em um cassino”

Muitas pessoas têm medo da volatilidade das ações na Bolsa de Valores e chegam a comparar investir nelas em jogar em um cassino. Isso é um mito, claro.

É verdade que existem especuladores financeiros que investem na perspectiva de lucrar com a variação diária das ações. No entanto, mesmo eles não podem ser considerados jogadores, já que os especuladores fazem análises técnicas para encontrar as melhores oportunidades de lucro.

Além disso, as ações das empresas são ativos com valor real. Investir nelas é aplicar seu dinheiro no crescimento daquelas companhias, o que é algo bem diferente de participar de um jogo de azar.

“Comprar e vender ações custa muito caro”

Esse é outro mito. O custo de investir na Bolsa de Valores é muito baixo atualmente, tanto por causa das inovações trazidas pela Internet, quanto pelos incentivos do governo para levar mais gente ao mercado de ações.

Com a tecnologia de atendimento via home broker, o custo de comprar e vender ações na Bolsa é muito baixo. Além disso, o governo garante isenção de Imposto de Renda para quem realiza operações normais (quando se compram ações em um dia e se vendem em outro) para até R$20.000,00 por mês.

“Investir na Bolsa é muito arriscado e não há proteção”

É verdade que investir na Bolsa de Valores envolve aumentar o risco de as suas aplicações e ter de lidar com a volatilidade do mercado. No entanto, isso não significa que não haja proteção para os seus investimentos.

Existem diferentes estratégias para proteger o seu patrimônio na Bolsa de Valores. Uma delas, por exemplo, é o mercado de opções. Nele, o investidor compra uma opção de venda (chamada de seguro) que garante um preço de saída para o papel sem importar qual foi sua desvalorização.

“É preciso ser formado em economia para investir”

Esse é outro mito comum. É claro que é preciso ter algum conhecimento para investir na Bolsa de Valores, mas não é necessário ser especialista em economia ou formado no assunto para ser bem-sucedido na aplicação.

Uma opção é contar com um agente especializado na Bolsa de Valores para agir como consultor nos seus investimentos, ajudando a encontrar as melhores oportunidades para o seu dinheiro.

“É possível perder tudo na Bolsa da noite para o dia”

Muita gente que ainda não investe na Bolsa de Valores tem o medo de perder todo o seu dinheiro do dia para a noite. Afinal, quem nunca viu um filme ou série em que isso acontece com um personagem?

No entanto, esse tipo de coisa não é comum na Bolsa de Valores. Hoje em dia, todas as corretoras do mercado contam com opções de stop loss. Essa ferramenta permite que você defina qual é o máximo de desvalorização que aceita em sua ação antes de vendê-la.

Ou seja: mesmo que as suas ações despenquem de repente, você pode se proteger com o stop loss e não correr o risco de perder todo o seu patrimônio de repente.

É importante perceber como todos esses mitos sobre a Bolsa nascem da percepção que as ações são investimentos disponíveis apenas para quem tem muito dinheiro e aceita riscos gigantescos.

No entanto, quando vemos a realidade, percebemos que as coisas não são assim. Dá para investir na Bolsa de Valores com segurança e começar com uma quantia pequena.

Para ter sucesso no mercado de ações, entretanto, é preciso sempre buscar por conhecimento e ficar por dentro das principais informações que afetam a Bolsa de Valores. Fica mais fácil investir na Bolsa de Valores com inteligência quando se tem conhecimento adequado para isso.

Agora que você já sabe a verdade sobre todos esses mitos, que tal aprender mais sobre investir na Bolsa de Valores? Para isso, me siga no Instagram e assine meu canal no YouTube para acompanhar todo o material gratuito que eu posto por lá!

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