BOLSA DE VALORES

O que é e para que serve a B3 Bolsa de Valores? Saiba mais, neste post!

por: Danilo Zanini
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No Brasil, as operações envolvendo uma série de ativos do mercado financeiro, como as ações, são feitas por meio de uma plataforma disponibilizada e mantida por uma empresa conhecida como B3, a bolsa de valores brasileira.

Por isso, é importante entender não só como funciona a B3, mas qual a sua história, que permite a ela ocupar o papel atual com solidez e transparência. Então, acompanhe este artigo para saber mais sobre esse tema tão importante.

O que é e para que serve a B3?

É normal vermos, todos os dias, notícias sobre a bolsa de valores, seja na TV, seja na internet ou nos jornais. Contudo, quase nunca levamos em conta toda a estrutura por trás das negociações que acontecem durante o pregão quando nos deparamos com as novidades do mercado financeiro.

No caso da bolsa de valores brasileira, toda essa infraestrutura que faz o mercado funcionar e mantém os negócios de pé é responsabilidade da B3, que se posiciona como uma das principais empresas do setor no mundo todo. A sede principal da empresa fica em São Paulo, mas a companhia conta com diversas representações ao redor do mundo.

No mercado financeiro, a B3 assume a responsabilidade de organizar e centralizar a negociação de uma série de ativos. Isso é feito por meio de sistemas eletrônicos com tecnologia avançada, que garantem o registro, a compensação, a liquidação e o depósito de todos os valores e ativos negociados dentro do ambiente da bolsa.

A adoção dessas ferramentas fez com que ficassem para trás aquelas cenas de várias pessoas gritando e falando ao telefone ao mesmo tempo, que eram comuns quando pensávamos na bolsa de valores. Hoje em dia, todo o processo está ao alcance de alguns cliques, de qualquer lugar com acesso à internet, o que facilitou muito as coisas para investidores de todas as categorias.

Boa parte da transparência e da solidez da B3 se concentra no fato de que todas as suas atividades são supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários. Também conhecida como CVM, essa autarquia vinculada ao Ministério da Economia tem como principal função garantir a regulação do mercado de capitais no Brasil.

Quais são os ativos negociados na B3?

Não só de ações vive a B3. Apesar desse tipo de ativo ser praticamente sinônimo de bolsa de valores, as negociações que acontecem por lá vão muito além disso, ajudando investidores de diversos perfis a comporem sua carteira. De qualquer forma, atualmente, são mais de 350 empresas listadas na B3, dos maiores setores da atividade econômica, como de produção de bens industriais, consumo, setor financeiro, entre outros.

Além disso, na B3 são negociados ativos de renda fixa como papéis do Tesouro, letras de crédito imobiliário e do agronegócio e cotas de fundos de investimento. Contratos envolvendo comodities, tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro, são outros ativos negociados, bem como aqueles atrelados ao câmbio de moedas estrangeiras.

Por fim, há o mercado de derivativos. Nele, são negociados contratos vinculados à oscilação da cotação de outros ativos, como moedas estrangeiras ou taxas de juros do mercado. Há tanto aqueles derivativos listados quanto aqueles negociados no balcão, que são aquelas operações feitas fora do ambiente da bolsa.

Qual a origem da B3?

A consolidação da B3 como a bolsa de valores do Brasil foi um processo longo, que envolveu uma série de fusões e reorganizações de diversas entidades e empresas, que sempre buscaram tornar o mercado financeiro brasileiro mais seguro e competitivo.

A B3, como conhecemos atualmente, teve origem com a fusão de duas outras empresas: a BM&FBOVESPA e a Cetip, que se uniram em 2017, dando origem à B3 nos moldes atuais. O nome B3 tem uma origem simples: Brasil, Bolsa, Balcão, três palavras que representam com clareza a atuação da nova companhia.

Antes da fusão que deu origem à B3, a BM&FBOVESPA e a Cetip atuavam de forma paralela, mas complementar. Por isso, vale analisar o papel de cada uma no passado.

O que era a BM&FBOVESPA?

A BM&FBOVESPA surgiu em 2008, com a fusão da BM&F e da Bovespa Holding. A essa nova empresa coube o posto de uma das maiores bolsas de valores do mundo, fornecendo a tecnologia para a manutenção dos negócios da bolsa brasileira.

Vale destacar que, apesar do surgimento da B3, até hoje o índice da bolsa de valores de São Paulo recebe o nome de Índice Bovespa, ou Ibovespa, que indica o desempenho das principais empresas listadas nesse mercado.

E a CETIP?

Já a Cetip (sigla para Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados) foi fundada em 1986 e tinha como principal objetivo atuar no processamento de dados e títulos de renda privada, além de títulos públicos privados e estaduais.

Com grande experiência nesse setor, a Cetip se tornou referência para outras empresas no mercado, mesmo antes da fusão que criou a B3.

Qual a importância da B3 para o mercado?

Agora que você conhece a origem da B3 e qual a sua função, fica mais simples entender qual a sua importância para o mercado de capitais, elemento essencial para a prosperidade econômica de qualquer país. Como todas as negociações devem ocorrer em um ambiente seguro, essa é a principal missão da B3, o que ajuda no crescimento e desenvolvimento de novas empresas, bem como no sucesso dos investimentos.

O que é o ISE?

Para apoiar os investidores na hora da tomada de decisões, a B3 oferece uma série de ferramentas. Uma das principais delas é o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que incentiva as empresas a adotarem uma série de práticas sustentáveis, conhecidas pela sigla ESG, que na tradução literal para o português significa Ambiental, Social e de Segurança Corporativa.

É importante ressaltar que, no contexto de pandemia em que vivemos desde o início de 2020, houve uma aceleração da adoção de práticas ESG. Tal mudança valorizou ainda mais os ativos dessas companhias, já que a disseminação da doença reforçou o papel de empresas com forte governança, com destacado papel social e intensa atuação na questão ambiental.

Esse é o cenário atual no qual a B3, a bolsa de valores brasileira, está inserido. Tão importante quanto conhecer sua função atual é sempre estar de olho nas atualizações, que podem trazer mudanças significativas na maneira como o mercado funciona.

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